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Psicologia

As várias Psicologias do Esporte
Por : kaio77      Enviado em : 03/12/2007 02:49:44      256 exibições
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É comum associar a Psicologia do Esporte a um tipo de prática esportiva que tem a vitória como objetivo e a televisão como veículo de divulgação de resultados. Nessa dinâmica o psicólogo é visto como aquele profissional que tem como obrigação fazer com que o protagonista do espetáculo, no caso o atleta, renda o máximo. Cuidado. Pode haver dois equívocos nessa afirmação. O primeiro deles é que o conceito de esporte, pelo menos aquele associado à Psicologia, comporta bem mais que o esporte de alto rendimento. O segundo é que o psicólogo não está, ou não deveria estar, apenas associado ao resultado obtido pelo atleta ou equipe esportiva. Nosso compromisso com o esporte não é diferente daquele estabelecido com as demais áreas da psicologia. Então onde estamos e o que fazemos?

Se tivermos a atividade esportiva ampliada para além da prática competitiva é possível dizer que nosso público alvo são também as pessoas ou grupos que treinam regularmente para competições sim, mas com o objetivo de superar o final da prova ou a própria marca, e não necessariamente um adversário. É o chamado esporte de tempo livre, cujo desafio maior reside na superação das questões cotidianas para a manutenção da prática da atividade. São corredores de longas distâncias que desejam participar de uma maratona ou de uma prova tradicional, são equipes de corrida de aventura que desejam aperfeiçoar as relações inter-pessoais na superação das dificuldades inerentes à convivência intensa desse tipo de prova, são equipes de veteranos que descobriram o prazer de formar um grupo e participar de torneios ampliando o círculo de amizades. Encontram-se também nessa categoria as pessoas e grupos que freqüentam os equipamentos públicos – parques e centros esportivos – para realizar atividade física, por escolha ou indicação, e têm como maior desafio encontrar motivação para aderir à atividade.

Há ainda o chamado esporte escolar que pressupõe a relação do praticante do esporte com o ambiente da escola, nos mais variados graus. Apesar de pouco explorada no Brasil essa vertente da Psicologia do Esporte é muito desenvolvida nos Estados Unidos que tem nos colégios e universidades o locus privilegiado para a formação dos futuros profissionais. Nossos campeonatos escolares têm sido um espectro do modelo americano, uma vez que parte dos atletas que compete nessa categoria é contratada apenas para defender equipes colegiais sem ter vínculo acadêmico com a escola, gerando graves distorções entre os alunos. Por outro lado, as equipes formadas por alunos regulares padecem com o desnível gerado pela condição privilegiada dos ‘contratados’. Ou seja, há os alunos-atletas e os atletas-quase-alunos. No ambiente universitário a dinâmica é um pouco diferente. Existem disputas entre faculdades que se tornaram tradicionais e carregam anos de rivalidade construída por times e torcida. Há ainda os torneios nacionais de diversas faculdades do mesmo curso, como é o caso do Interpsi. Outro exemplo são os Jogos Universitários Brasileiros (JUB’s), que têm demonstrado excelente nível técnico, com atletas que tentam equacionar prática esportiva, atividade acadêmica e falta de apoio. Nesses casos a intervenção do psicólogo se dará considerando a faixa etária do atleta, o tipo de competição e de instituição à qual a equipe está associada, sugerindo uma diversidade de atuação e a ausência de um padrão ou modelo pré-determinado.



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